Bruno Aragão Santos, Milena Meireles Souza, Elaine Cristina Souza Ferraz Prates, Mila Motta Sales Viela Ferreira
O presente artigo discute o processo de inclusão no ensino superior brasileiro, tomando como eixo a articulação entre educação inclusiva, democratização da universidade, permanência estudantil e afiliação acadêmica. Parte-se da premissa de que o acesso à universidade, embora seja condição necessária, não é suficiente para garantir a inclusão efetiva de estudantes com deficiência, de baixa renda, oriundos de escolas públicas e de outros grupos historicamente excluídos, sendo indispensável assegurar também condições de permanência, aprendizagem e participação plena na vida acadêmica. Metodologicamente, trata-se de pesquisa bibliográfica, de natureza qualitativa e caráter exploratório, fundamentada em autores como Mantoan, Prieto, Boaventura de Sousa Santos, Tinto, Coulon, Zabalza, Sassaki, Bueno, Freire e Nunes. Os resultados evidenciam que a inclusão no ensino superior demanda mudanças estruturais nas políticas institucionais, na formação docente, na acessibilidade física, pedagógica e atitudinal, além de estratégias de acolhimento que favoreçam o processo de afiliação do estudante à cultura universitária. Conclui-se que a construção de uma universidade verdadeiramente inclusiva exige o compromisso conjunto de gestores, docentes e da comunidade acadêmica, superando a lógica meramente numérica de ampliação de vagas em direção a uma perspectiva emancipatória e democrática de educação superior.