Josete Gomes de Oliveira Macêdo
A crescente digitalização das relações sociais, educacionais, profissionais, econômicas e políticas evidencia a necessidade de fortalecer políticas e práticas voltadas ao letramento digital na Educação de Jovens e Adultos (EJA). Em uma sociedade cada vez mais mediada por plataformas digitais, aplicativos, serviços públicos eletrônicos, comunicação em rede, inteligência artificial, bancos digitais, ambientes virtuais de aprendizagem e novas formas de trabalho, a exclusão digital amplia desigualdades históricas e compromete o exercício pleno da cidadania. Este artigo analisa como estratégias pedagógicas fundamentadas na inclusão digital podem ampliar o acesso às tecnologias, desenvolver competências digitais essenciais e promover a participação crítica dos estudantes da EJA na sociedade conectada. A pesquisa adota abordagem qualitativa, bibliográfica e documental, fundamentada em referenciais da Educação de Jovens e Adultos, pedagogia crítica, cultura digital, letramento digital, inclusão social, políticas públicas e cidadania digital. São discutidas abordagens metodológicas que articulam aprendizagem colaborativa, resolução de problemas contextualizados, uso ético das tecnologias, leitura crítica da informação, produção de conteúdos digitais, acesso a serviços públicos, segurança na internet e valorização das experiências de vida dos educandos. O estudo examina ainda desafios relacionados às desigualdades de acesso, à infraestrutura escolar, à formação docente, à acessibilidade, à permanência estudantil e à implementação de políticas públicas de equidade digital. Conclui-se que o fortalecimento do letramento digital na EJA contribui para inclusão social, exercício da cidadania, ampliação das oportunidades de trabalho, autonomia informacional e aprendizagem ao longo da vida, consolidando uma educação mais democrática, emancipatória e alinhada às demandas da transformação digital.