Paula Amanda Silva Borges, Thiago de Souza Pinto, Bruno Lima Barros, Deleon Nascimento Ferreira, Janeth Reis de Azevedo, Ivana Karina Cavalcante de Oliveira, Marcelo Penteado de Toledo, Liliane Aparecida Oliveira, Bárbara Cristina Tavares, Valdomiro Mota Neto, Paulo Henrique Alves Braga, Claudio Roberto da Silva Rocha, Ramon Vaz dos Santos, Luciana Tener Lima, Ademar Alves dos Santos, Fernanda Mara Cruz, Valeska Lucas Filgueiras Silva, Paulo Marcílio Sousa Soares
A expansão da inteligência artificial (IA) nos ambientes educacionais digitais tem promovido transformações nos processos de ensino, aprendizagem e gestão da informação, ao mesmo tempo em que intensifica desafios relacionados à privacidade, segurança e governança dos dados educacionais. Nesse contexto, a problemática central consiste em compreender como a incorporação de tecnologias inteligentes pode ser conciliada com os princípios estabelecidos pela Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), considerando os riscos associados ao tratamento automatizado de informações pessoais e sensíveis no âmbito educacional. Assim, o objetivo deste estudo foi analisar a produção científica acerca da interface entre educação digital, inteligência artificial e proteção de dados educacionais, identificando os principais eixos temáticos e sua distribuição na literatura nacional. Metodologicamente, realizou-se uma revisão integrativa da literatura, de abordagem qualitativa, estruturada conforme as recomendações do protocolo PRISMA. A análise temática e bibliométrica foi conduzida mediante aplicação de indicadores de frequência absoluta (FA), frequência relativa (FR), índice de concentração temática (IC) e densidade temática, permitindo mensurar a representatividade dos eixos investigados. Os achados demonstraram uma distribuição temática marcada pela predominância dos aspectos relacionados à proteção, regulamentação e uso responsável das informações educacionais mediadas por inteligência artificial. Entre os eixos identificados, destacaram-se as dimensões de governança de dados educacionais e conformidade com a LGPD, assim como ética, privacidade e responsabilidade tecnológica, que concentraram a maior ocorrência na amostra investigada, com representação de 3 estudos cada (FA = 3; FR = 75,0%), correspondendo a um índice de concentração temática elevado e densidade de 0,75. Em contrapartida, os eixos associados à transformação digital dos processos educacionais e à formação docente para alfabetização em dados apresentaram menor frequência relativa, contemplando 2 publicações cada (FA = 2; FR = 50,0%), com classificação de concentração moderada e densidade temática de 0,50. A configuração dos indicadores revela que a produção científica analisada encontra-se direcionada à construção de fundamentos éticos, normativos e institucionais para a adoção da inteligência artificial no campo educacional, evidenciando que a expansão dessas tecnologias requer capacidade inovadora e, sobretudo, estruturas de governança, qualificação profissional e estratégias permanentes de proteção dos dados gerados nos ambientes digitais de aprendizagem.