Jorge Luiz Martins, Lucas Henrique Salveti, Tatiane Mendes Sanches, Waldomiro Antonio Rizato, Luís Eduardo Miani Gomes
O presente estudo investiga a integração da Inteligência Artificial (IA) Generativa no cotidiano da prática jurídica, com foco específico na elaboração de peças processuais no contexto do Direito 4.0. O objetivo central é demonstrar como a utilização de modelos de linguagem de larga escala pode otimizar a produtividade do advogado sem comprometer a ética, a segurança de dados e a qualidade técnica exigida pelos tribunais. A metodologia fundamenta-se em revisão bibliográfica e na proposta de um fluxo de trabalho (workflow) rigoroso, que compreende desde a análise fática e a escolha de ferramentas adequadas à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), até a conferência humana final. O trabalho utiliza o suporte teórico, sem, entretanto, esgotar o conteúdo, para distinguir a capacidade de processamento sintático do modelo de linguagem da percepção sensorial e do juízo de valor humano. Discute-se a necessidade da "Transparência Algorítmica" e os riscos de "alucinações" jurídicas, reforçando que a IA deve atuar como uma extensão das capacidades cognitivas do profissional. Os resultados indicam que a eficiência na redação jurídica depende da habilidade do advogado em atuar como um "Curador Técnico", alimentando o sistema com narrativas humanizadas e fiscalizando rigorosamente o produto final para garantir a dialeticidade e a fidelidade às normas vigentes. Conclui-se que a simbiose entre a inteligência biológica e a inteligência artificial é o caminho para a modernização da advocacia, desde que mantida a responsabilidade técnica e ética sob o domínio exclusivo do Advogado.