Vanessa Groehs Pozza, Mateus de Macedo, Marina Witt Stoberl, Nádia Alves dos Santos Fortinni, Júlio César Belo Gervásio, Elcia Geralda Dias
O presente artigo analisa as relações entre racismo, colonialismo e educação, com ênfase na formação de professores como estratégia fundamental para a transformação das práticas escolares. Partindo de uma abordagem qualitativa, de natureza bibliográfica e ancorada em referenciais críticos e decoloniais contemporâneos, o estudo discute como a colonialidade do poder, do saber e do ser estrutura historicamente o racismo na sociedade brasileira, reproduzindo desigualdades no campo educacional. A partir do diálogo com autores clássicos e com a literatura recente (2020–2025) sobre educação antirracista e pedagogias decoloniais, argumenta-se que a escola constitui um espaço ambíguo, simultaneamente reprodutor e potencialmente transformador das relações étnico-raciais. Evidencia-se que práticas pedagógicas ainda marcadas pelo eurocentrismo, pelo silenciamento e pela naturalização de estereótipos contribuem para a manutenção do racismo estrutural no cotidiano escolar. Nesse contexto, defende-se que a formação docente crítica, contínua e situada é condição indispensável para a construção de práticas educativas comprometidas com a justiça social e a valorização da diversidade cultural. Conclui-se que a incorporação de perspectivas decoloniais na formação de professores potencializa a construção de uma educação antirracista, capaz de tensionar hierarquias históricas e promover processos efetivos de transformação social no Brasil.