Francisco Renato Silva Ferreira, Cilianne Édila Leandro de Sousa, Alessandra R. Souza, Weslley Breno Silva Oliveira, Marta Coêlho Bezerra Dantas, MARIA O. SANTOS, Moema Alves Macêdo, Marlene Menezes de Souza Teixeira
A promoção da saúde mental no ambiente escolar tem se revelado tema central para a consolidação de práticas educativas comprometidas com o desenvolvimento integral de crianças e adolescentes. Este estudo apresenta uma revisão integrativa que analisa produções científicas recentes acerca da relação entre educação pública, bem-estar estudantil e políticas de cuidado. A metodologia adotada possibilitou reunir evidências que demonstram a relevância das práticas de acolhimento, da escuta qualificada e da convivência democrática para a construção de ambientes formativos mais sólidos. Os resultados apontam que iniciativas pedagógicas baseadas em vínculos positivos fortalecem a autonomia, reduzem tensões emocionais e ampliam o engajamento dos estudantes. As políticas públicas intersetoriais, especialmente aquelas articuladas ao Programa Saúde na Escola, também se destacam por favorecer a identificação precoce de vulnerabilidades e proporcionar apoio institucional. A análise indica que a formação docente contínua é aspecto decisivo para a efetividade dessas ações, pois permite que educadores reconheçam, com maior sensibilidade, sinais de sofrimento psíquico. Conclui-se que a promoção da saúde mental deve integrar permanentemente o cotidiano escolar, consolidando a escola pública como espaço de cuidado, participação e dignidade humana.