Nadia Wagih El Kadri, Maricéu Cunha de Campos, Juliana Cristina Lopes Matarezio
O estudo tem como objeto a saúde mental de professores, com foco na síndrome de burnout no contexto do trabalho docente, considerando como problema a necessidade de compreender de que maneira as condições de trabalho e os fatores psicossociais influenciam o desenvolvimento do esgotamento profissional. A questão de pesquisa orienta-se pela análise dessa relação no ambiente educacional, buscando identificar como diferentes dimensões do trabalho docente contribuem para a intensificação do adoecimento. O objetivo central consiste em analisar a síndrome de burnout em profissionais da educação, articulando suas dimensões constitutivas e os fatores associados ao seu desenvolvimento. O referencial teórico fundamenta-se em abordagens que compreendem o burnout como um processo progressivo estruturado em exaustão emocional, distanciamento nas relações de trabalho e redução da realização profissional, além de modelos que explicam o fenômeno a partir do equilíbrio entre demandas e recursos no contexto ocupacional. A abordagem metodológica adotada corresponde a uma revisão integrativa da literatura, com seleção de estudos em bases científicas reconhecidas, orientada por critérios de pertinência temática e consistência teórica. Os resultados indicam que o burnout docente se configura como fenômeno multifatorial, associado à sobrecarga de trabalho, à exigência emocional elevada e à limitação de suporte institucional, articulando fatores organizacionais, individuais e psicossociais. Conclui-se que a compreensão do burnout exige uma análise integrada das condições de trabalho e das experiências profissionais, evidenciando a necessidade de estratégias institucionais voltadas à promoção da saúde mental docente. Como implicação para o campo científico, o estudo contribui para o aprofundamento teórico sobre o adoecimento ocupacional na docência e para o desenvolvimento de práticas que favoreçam ambientes educacionais mais equilibrados e sustentáveis.