Isabela Regina Wanderley Steuer, José Robertto Zaffalon Júnior, Tatiana Costa Coelho, Clair da Silva Teixeira, Sandra Helena Gonçalves Rocha, Fabiano Gonçalves Ferreira, Bruno Carlos Alves Pinheiro
Introdução: a crise socioambiental contemporânea, marcada pelo aquecimento global, pela perda de biodiversidade e pelo esgotamento de recursos naturais, reforça a centralidade da educação ambiental como estratégia de formação de cidadãos capazes de compreender criticamente sua relação com o meio ambiente e de agir em favor da sustentabilidade. Objetivo: analisar, a partir da produção científica mais recente, os desafios contemporâneos e as estratégias pedagógicas inovadoras voltadas à formação de cidadãos ambientalmente responsáveis. Metodologia: trata-se de revisão narrativa da literatura, com busca em bases indexadas como SciELO e Portal de Periódicos CAPES, complementada por documentos legais brasileiros relacionados à educação ambiental, priorizando estudos publicados nos últimos cinco anos. Resultados e discussão: identificou-se que a educação ambiental brasileira permanece marcada pela tensão entre abordagens conservacionistas e perspectivas críticas, e que sua efetividade depende da superação de ações pontuais e informativas em favor de metodologias ativas, interdisciplinares e vinculadas à realidade socioambiental dos educandos. Verificou-se, ainda, que a atualização recente da Política Nacional de Educação Ambiental para incorporar as mudanças climáticas, a intensificação da ansiedade climática entre crianças e jovens e a inserção da sustentabilidade no ensino superior representam dimensões centrais do debate atual, ainda que limitadas por desafios institucionais e de formação docente. Considerações finais: a formação de cidadãos ambientalmente responsáveis demanda a articulação entre política pública atualizada, formação continuada de educadores e estratégias pedagógicas inovadoras, capazes de superar a mera transmissão de informações em favor da construção de valores, atitudes e práticas sustentáveis.