Angela Maria dos Anjos Nascimento, Igor Terezane Nardocci, Rozineide Iraci Pereira da Silva, João Eupídio Monteiro da Silva, Fernanda de Aragão Mikolaiczyk, Leticia Bandeira Tavares, Italo Souza Pereira, Maurivânia Costa Da Cruz
A proliferação de fake news nas plataformas digitais reconfigura as relações entre família, escola e conhecimento científico, colocando em disputa a autoridade pedagógica do professor. Este estudo analisa os desafios que a desinformação digital, difundida e assimilada no contexto familiar, impõe à prática docente na educação básica brasileira. A pesquisa adota abordagem qualitativa de natureza básica, com procedimento de revisão bibliográfica sistemática e análise documental de publicações especializadas em desinformação, educação midiática e formação docente. Os resultados identificam quatro padrões recorrentes: chegada da desinformação à escola por meio de estudantes e de interferências diretas de familiares; erosão progressiva da autoridade pedagógica por acumulação de conflitos cotidianos; ausência de estratégias institucionais de suporte ao professor; e lacunas na formação docente inicial e continuada para o enfrentamento do fenômeno. O estudo conclui que a preservação da autoridade pedagógica diante da desinformação familiar requer respostas que articulem formação docente, currículo de educação midiática e protocolos institucionais de gestão de conflitos, sem os quais a escola permanece exposta a interferências desinformativas que comprometem sua função formadora.