Maria Renata Gerbase Vidal, Luana Rodrigues da Silva, Nayane Lins Torres Pinheiro, L. Jatobá, Bruna Luana Alves dos Santos, Mariana Fragoso de Melo Dias, Naelly dos Santos Palmeira
A depressão pós-parto (DPP) está entre os transtornos mentais perinatais mais predominantes em todo o mundo e é reconhecida como um sintoma significativo do transtorno depressivo maior, representando uma prevalência global de 13 a 30%. Este artigo revisa as evidências científicas sobre as estratégias não farmacológicas utilizadas no manejo da DPP e seus impactos na saúde mental materna. O estudo teve como objetivo identificar e analisar as intervenções não farmacológicas mais eficazes para reduzir os sintomas depressivos e promover o bem-estar das puérperas. Trata-se de uma revisão integrativa da literatura, conduzida conforme as recomendações do PRISMA, com busca nas bases Biblioteca Virtual em Saúde e MEDLINE/PubMed, utilizando descritores relacionados à saúde mental, depressão pós-parto, intervenções e saúde materna. Foram incluídos 27 estudos publicados entre 2021 e 2026, cujos dados foram organizados e analisados por similaridade temática. Os resultados demonstraram que intervenções psicológicas, especialmente a terapia cognitivo-comportamental e a terapia interpessoal, associadas a práticas baseadas em mindfulness, programas de atividade física, tecnologias digitais, telemedicina e estratégias de suporte social, reduziram significativamente os sintomas depressivos e ansiosos, fortaleceram o vínculo mãe-bebê e ampliaram o acesso ao cuidado. Conclui-se que as estratégias não farmacológicas constituem componentes essenciais da assistência à mulher com depressão pós-parto, embora ainda sejam necessários estudos com maior rigor metodológico e acompanhamento em longo prazo para fortalecer as recomendações clínicas baseadas em evidências.