Ricardo Boone Wotckoski, Camila de Araújo BERALDO, Cláudia de Oliveira, Danilo Cândido Bulgo, Carolina Bernardes de Ávila, Odila Rigolin, Pâmela Alves
Este artigo analisa as percepções de discentes e docentes sobre os limites e as possibilidades pedagógicas da inteligência artificial generativa no ensino superior, fundamentando-se na perspectiva dialógica e na concepção do discurso como prática social. A pesquisa caracteriza-se como um estudo qualitativo, descritivo e exploratório, estruturado por meio de uma revisão da literatura e de uma análise de conteúdo de 19 artigos científicos recentes. Os resultados indicam uma adoção discente pragmática voltada à otimização do tempo, acompanhada de desconfiança diante das falhas tecnológicas. Sob a ótica docente, identifica-se o temor da terceirização de tarefas cognitivas e do comprometimento da autoria reflexiva. Tais tensões configuram o uso da tecnologia como arena de disputa discursiva e evidenciam o vazio normativo institucional. Conclui-se que as instituições de ensino superior necessitam atualizar seu catálogo discursivo, com o objetivo de assegurar a integridade acadêmica e a transparência das interações verbais no processo formativo.