Tiago Bruno Areal Barra, João Batista de Albuquerque Figueiredo
Este artigo apresenta uma revisão integrativa da literatura sobre as contribuições da Perspectiva Eco-Relacional (PER) para a fundamentação teórica e prática das ações educativas em movimentos sociais. Trata-se de uma pesquisa de abordagem qualitativa, de cunho bibliográfico, que integra achados de múltiplas fontes acadêmicas e científicas com o propósito de gerar sínteses inovadoras sobre a temática. A investigação foi conduzida através de busca sistemática em bases de dados nacionais e internacionais (SciELO, Google Scholar, Portal CAPES, BDTD), considerando publicações entre 2010 e 2024, em português, inglês e espanhol, selecionadas conforme critérios de inclusão/exclusão rigorosamente definidos. A análise qualitativa das fontes organizou-se em três fases: (1) análise descritiva preliminar do material coletado; (2) análise temática e conceitual, identificando categorias emergentes e dialogando com as perspectivas de autores de referência nas tradições da Pedagogia Crítica e Educação Popular; e (3) síntese integrativa que articula a Perspectiva Eco-Relacional aos debates tradicionais sobre movimentos sociais e educação emancipatória. Os resultados evidenciam que a PER oferece fundamentação teórica potente para compreender as práticas educativas de movimentos sociais, ao integrar dimensões ecológicas, relacionais, políticas e culturais na construção de consciência crítica e transformação social. A pesquisa aponta ainda para as implicações político-pedagógicas dessa integração, destacando a corresponsabilidade comunitária, a práxis emancipatória e a construção de alternativas sustentáveis frente aos desafios contemporâneos de desigualdade e degradação ambiental. Conclui-se que a Perspectiva Eco-Relacional potencializa as possibilidades de humanização, libertação e transformação social que caracterizam as lutas dos movimentos sociais, reafirmando a educação como direito fundamental e instrumento de justiça social.