Larissa Bornholdt, Karine Paludo, Eduarda Spaniol Vargas, EDUARDA ANGÉLICA ANDRADE SERTOLI, Gabriela Ruy Scalco, Aliki Carminatti Casagrande, Ana Carolina Scariot, Graciela de Brum Palmeiras
O crescente envelhecimento populacional exige a implementação de estratégias de cuidados integrais e de envelhecimento saudável. Nesse cenário, a dermatoglifia, estudo das impressões papilares, surge como ferramenta promissora para identificar precocemente a predisposição a patologias. Estas impressões são formadas entre o segundo e o terceiro trimestre gestacional e permanecem imutáveis, funcionando como marcadores estáveis da relação entre genótipo e ambiente intrauterino, revelando vulnerabilidades a doenças crônicas e tendências de fragilidade na senescência. O estudo teve como objetivo analisar as evidências científicas sobre o uso da dermatoglifia na investigação de condições clínicas associadas ao processo de senescência. Trata-se de uma revisão sistemática da literatura realizada nas bases PubMed, Scopus e Web of Science, seguindo o protocolo PRISMA e avaliação de qualidade JBI. Foram incluídos estudos originais sobre padrões dermatoglíficos e patologias no envelhecimento. Resultados: Foram selecionados 11 artigos abrangendo Hipertensão, Diabetes, Câncer de Mama, Doença Renal e Esquizofrenia. Os grupos enfermos apresentaram, predominantemente, menor contagem de cristas (TFRC), assimetria flutuante, ângulos palmares (atd) elevados e variações na frequência de presilhas e arcos. A dermatoglifia consolida-se como ferramenta complementar no rastreio de marcadores biológicos. Contudo, sua aplicação na senescência requer a expansão de investigações com tecnologias de alta definição para fortalecer seu uso como indicador de vulnerabilidade em saúde.