Allisson Deyvson de Lima Pereira, Bárbara Maria Gomes dos Santos, Erika Valeska da Costa Alves, Dominique Hellen Silva da Costa, Nívea Regina Silva de Lima, RAFAEL DA SILVEIRA MOREIRA, Shélida Carolaine De Macedo Araújo, Vanessa Milena Guedes de Lima Silva
Objetivo: Caracterizar a distribuição da força de preensão palmar e fatores associados em pessoas idosas residentes em comunidade em uma capital do Nordeste brasileiro. Metodologia: Trata-se de um estudo de corte transversal, desenvolvido junto a 85 pessoas idosas, que utilizou a dinamometria manual (Jamar®) como marcador de funcionalidade, adotando pontos de corte pelas medianas de cada sexo (31 kgf para homens e 20,5 kgf para mulheres). Resultados: Os resultados sugerem que, embora a FPP estivesse acima da mediana na maioria da população estudada (64,7%), um percentual expressivo de 35,3% apresentou força reduzida. O declínio da força sugeriu associação significativa com determinantes sociodemográficos: o sexo feminino (p < 0,01), o estado civil solteiro (p = 0,048) e a baixa renda familiar (p = 0,03). Observou-se que a força reduzida foi prevalente entre mulheres (83,3%) e indivíduos com renda de até R$ 1.518,00 (70%), enquanto homens e pessoas idosas casadas concentraram os índices de força acima da mediana. Variáveis clínicas e de estilo de vida, como polifarmácia, comorbidades e nível de atividade física, não apresentaram associação conclusiva, embora o estado nutricional normal tenha demonstrado uma tendência à força acima da mediana. Conclusão: A FPP pode sofrer influência de fatores sociais e biológicos, tendo concentração significativa de variáveis socioeconômicas como fatores que impactam na reserva funcional. Tais achados reforçam a importância da FPP como ferramenta de rastreio precoce na atenção primária para subsidiar ações que visem retardar o declínio funcional e promover a independência no envelhecimento.