Herbert Souza da Silva, Américo Junior Nunes da Silva
Este artigo tem como objetivo compreender como as produções científicas brasileiras têm concebido o Laboratório de Ensino de Matemática (LEM) e quais implicações lhe são atribuídas para o ensino-aprendizagem da Matemática. Trata-se de uma pesquisa qualitativa, do tipo Estado do Conhecimento. O corpus foi constituído por 26 produções científicas publicadas entre 2020 e 2025 em periódicos classificados entre os estratos A1 e B2 do Qualis CAPES (2021–2024), selecionadas a partir de levantamento realizado na Plataforma Sucupira. A análise fundamentou-se na leitura integral das produções e na construção de categorias interpretativas relativas às concepções de LEM e às implicações atribuídas a esse espaço. Os resultados evidenciam um movimento de ampliação das concepções sobre o Laboratório de Ensino de Matemática, que deixa de ser compreendido apenas como espaço de organização de materiais didáticos para assumir funções relacionadas à formação docente, à investigação, à aprendizagem ativa, à inclusão e à inovação pedagógica. As produções também apontam que o LEM favorece a articulação entre teoria e prática, o desenvolvimento de práticas investigativas e colaborativas e a construção de aprendizagens matemáticas mais significativas. Conclui-se que o Laboratório de Ensino de Matemática vem sendo ressignificado na literatura recente como um espaço estratégico para a formação de professores e para o fortalecimento dos processos de ensino-aprendizagem da Matemática.