Carlos Eduardo Benites Fagundes, Amanda De Deus Flores, Jardel Dantas da Cunha, Claudi Guerin Junior
As emoções desempenham papel fundamental nos processos de aprendizagem, influenciando diretamente a atenção, a memória, a motivação e o engajamento dos estudantes. Nas últimas décadas, pesquisas nas áreas da neurociência e da educação têm evidenciado que tais emoções são mediadas por complexos processos neuroquímicos, envolvendo a liberação e a regulação de neurotransmissores e hormônios que modulam o funcionamento cognitivo. Nesse contexto, o ensino de Química, tradicionalmente marcado por altos níveis de abstração e por dificuldades de aprendizagem, apresenta-se como um campo fértil para reflexões que integrem dimensões cognitivas, emocionais e biológicas. Este artigo, de natureza teórica e reflexiva, discute a química das emoções e suas relações com o processo de ensino-aprendizagem, com ênfase no ensino de Química. São abordados os papéis de neurotransmissores como dopamina, serotonina, noradrenalina, GABA, endorfina e ocitocina, bem como suas implicações na atenção, na memória e na aprendizagem significativa. Por fim, discutem-se as contribuições dessa abordagem para a construção de práticas pedagógicas que favoreçam experiências emocionalmente positivas, apontando caminhos para metodologias de ensino mais integradoras e sensíveis às dimensões emocionais dos estudantes.