Anne Karolyne dos Santos, Camilla Camerino Santana Davino Freire, Maria Rosenilda da Silva Santos, Tauane Mariah de Oliveira Ferreira, Rogério Teófilo Feitosa Lins, Maria Valentina Ferreira Teodosio Silva, Anna Clara dos Santos Claudino, Julia Beatriz dos Santos Petronilo
Embora o uso das tecnologias e das telas apresente benefícios relacionados à aprendizagem, ao acesso à informação e ao desenvolvimento de habilidades educacionais e criativas, o uso excessivo desses recursos pode representar um fator de risco para doenças metabólicas e cardiovasculares. Atualmente, crianças e adolescentes encontram-se cada vez mais inseridos em um ambiente virtual dinâmico e acelerado, estando expostos às telas diariamente, o que configura um hábito potencialmente excessivo e prejudicial a longo prazo. Nesse contexto, este estudo buscou analisar, na literatura existente, a influência do excesso de tempo de tela no desenvolvimento de alterações metabólicas e cardiometabólicas em crianças e adolescentes, bem como compreender de que forma essa exposição prolongada contribui para tais efeitos. O levantamento bibliográfico resultou em 15 artigos relacionados ao tema; entretanto, foram selecionados 7 artigos disponíveis para leitura na íntegra, por atenderem aos critérios de inclusão estabelecidos. Os resultados demonstraram que o excesso de tempo de tela exerce influência no desenvolvimento de alterações metabólicas e cardiometabólicas. Além disso, fatores como o estilo de vida e a qualidade do sono também foram abordados nos estudos analisados, evidenciando sua contribuição direta e indireta para a ocorrência da síndrome metabólica em crianças e adolescentes. Logo, faz-se necessária a implementação de estratégias de prevenção voltadas à redução do comportamento sedentário e ao uso consciente das telas, bem como a realização de novos estudos que permitam compreender, de maneira mais aprofundada, a relação entre o tempo de tela e os mecanismos fisiopatológicos envolvidos no desenvolvimento da síndrome metabólica nesse público-alvo.