O. Sousa, Fernanda Amaral França, Hellen Katryne Azevedo Cabral, Isabella Emídio Lopes, Maria Luiza Ribeiro, Paulo Vitor Pina Felício
As doenças cardiovasculares constituem importante problema de saúde pública mundial e, embora mais prevalentes em adultos e idosos, seus fatores de risco podem se estabelecer ainda na juventude. No contexto universitário, mudanças na rotina, pressão acadêmica e redução do autocuidado favorecem a adoção de hábitos associados ao risco cardiovascular. Este estudo teve como objetivo sintetizar as evidências científicas sobre a influência do estilo de vida e dos hábitos comportamentais no risco cardiovascular de estudantes universitários. Trata-se de uma revisão integrativa da literatura realizada na Biblioteca Virtual em Saúde, nas bases MEDLINE e LILACS, utilizando os descritores “Cardiovascular Risk”, “University Students”, “Lifestyle” e “Physical Activity”, combinados pelo operador booleano AND. Foram identificados 23 estudos, dos quais 12 compuseram a amostra final. Os artigos, publicados entre 2021 e 2025, totalizaram 19.186 estudantes universitários. Os principais fatores associados ao risco cardiovascular foram inatividade física e comportamento sedentário, alimentação inadequada, excesso de peso, obesidade abdominal, consumo de álcool, tabagismo, privação do sono, estresse acadêmico e alterações cardiometabólicas precoces. O sedentarismo e a alimentação inadequada foram os fatores mais recorrentes, enquanto excesso de peso e adiposidade central estiveram presentes na maioria dos estudos. Também foram identificadas alterações como hipertensão arterial, síndrome metabólica e pior aptidão cardiorrespiratória. Conclui-se que o risco cardiovascular em universitários resulta da interação de múltiplos fatores modificáveis, reforçando a necessidade de estratégias institucionais voltadas à promoção da saúde e prevenção de agravos cardiovasculares durante a graduação.