Raquel Oliveira Santos, Ana Gabriela Amaral Rossi, Gustavo Gama, Juliana Sousa, Luanna Larissa, Letícia Teixeira, Maria Eduarda Maia, Vitória Apinagés, Virna Araújo
A demência representa uma das principais causas de incapacidade e dependência entre pessoas idosas, constituindo importante desafio para os sistemas de saúde. Este estudo teve como objetivo analisar as evidências científicas sobre os fatores de risco modificáveis associados ao desenvolvimento das demências e seu potencial para prevenção. Trata-se de uma revisão integrativa da literatura, conduzida conforme protocolo registrado no PROSPERO, realizada nas bases PubMed, SciELO e LILACS, incluindo estudos publicados entre 2018 e 2026 nos idiomas português, inglês e espanhol. Os resultados demonstraram associação entre demência e hipertensão, diabetes mellitus, obesidade, sedentarismo, tabagismo, consumo excessivo de álcool, depressão, isolamento social, perda auditiva e baixa escolaridade. Em contrapartida, atividade física, controle dos fatores cardiovasculares, estimulação cognitiva e maior acesso à educação mostraram potencial protetor. Conclui-se que o controle dos fatores de risco modificáveis deve constituir prioridade para reduzir a carga global das demências e promover o envelhecimento saudável.