Francisco Roberto De Sousa, Antônio Cássio Vaz, Everaldo dos Santos Mende, Rafael José Kraisch, Johnata da Cruz Matos, Gabriel Borges Prateado Alves
Os transtornos de ansiedade e depressão representam problema de saúde pública no Brasil, afetando milhões de pessoas e gerando custos econômicos e sociais substanciais. A prevalência desses transtornos tem apresentado crescimento alarmante, fenômeno intensificado pela pandemia de COVID-19, que expôs fragilidades estruturais dos sistemas de saúde mental. Este estudo analisa a prevalência de transtornos de ansiedade e depressão no Brasil, identificando desafios contemporâneos para prevenção, diagnóstico e tratamento. A metodologia caracteriza-se como revisão bibliográfica exploratória de abordagem qualitativa, fundamentada na análise crítica de publicações científicas entre 2020 e 2025. Os resultados evidenciam que mulheres, jovens, profissionais de saúde e estudantes de medicina apresentam prevalências particularmente elevadas. A pandemia amplificou os transtornos mentais, revelando escassez de profissionais especializados e acesso limitado a serviços. Conclui-se que a promoção de saúde mental requer ações intersetoriais que transcendem o setor saúde, incluindo redução de desigualdades sociais, fortalecimento da rede de atenção psicossocial e combate ao estigma associado aos transtornos mentais.