Regina Maria do Socorro Silva, Aretha Feitosa De Araujo, WonesKa Rodrigues Pinheiro
A Síndrome de Burnout constitui um importante problema de saúde ocupacional entre profissionais de enfermagem, especialmente em razão da intensa carga emocional, das jornadas prolongadas, da sobrecarga assistencial e das condições organizacionais muitas vezes desfavoráveis presentes nos serviços de saúde. Este estudo teve como objetivo analisar, por meio de uma revisão narrativa da literatura, os fatores associados ao desenvolvimento da Síndrome de Burnout na enfermagem, seus impactos na saúde do trabalhador e na qualidade da assistência, bem como as principais estratégias de enfrentamento e prevenção descritas na produção científica. A pesquisa foi realizada entre janeiro e fevereiro de 2026, nas bases SciELO, BVS e PubMed, além do Portal de Periódicos da CAPES e Google Acadêmico, considerando publicações entre 2020 e 2025, em português e inglês. Os achados evidenciaram que o Burnout está relacionado a fatores como sobrecarga de trabalho, escassez de recursos humanos e materiais, baixa autonomia, conflitos interpessoais, ausência de reconhecimento profissional e exposição contínua ao sofrimento, à dor e à morte. Verificou-se ainda que a síndrome repercute negativamente na saúde física e mental dos trabalhadores, podendo provocar exaustão, ansiedade, insônia, sintomas depressivos, presenteísmo, absenteísmo e queda da produtividade. Na assistência, compromete a empatia, a comunicação, a segurança do paciente e a qualidade do cuidado. Conclui-se que o enfrentamento do Burnout exige ações individuais e institucionais, incluindo apoio psicossocial, valorização profissional, gestão participativa, dimensionamento adequado de pessoal e melhoria das condições de trabalho.