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◆ Cadernos Cajuína2026-07-31· Psychology

Vulnerabilidade psíquica em estudantes de medicina: uma revisão sobre estresse, ansiedade e burnout

Tainara Esteves da Fonseca, Maria Eduarda Mantovani Spínola, Bruno Scaldaferri Vieira, Matheus Guilherme de Almeida, Lívia Manuela Pena Pires, Nathália Barbosa do Espírito Santo Mendes

原始摘要(英文原文)· Original abstract
A saúde mental tem se consolidado como um importante tema de discussão no campo da saúde pública, especialmente no contexto acadêmico. Entre os diferentes grupos universitários, estudantes de medicina apresentam uma vulnerabilidade significativa ao desenvolvimento de transtornos mentais, em razão das altas demandas emocionais e sociais inerentes à formação médica. O objetivo do presente estudo foi analisar os impactos da formação médica na saúde mental de estudantes de medicina, destacando fatores como estresse, ansiedade, depressão, síndrome de burnout e sobrecarga acadêmica. Tratou-se de uma revisão bibliográfica de caráter qualitativo, baseado na análise de artigos científicos utilizando os descritores: estudantes de medicina, saúde mental, ansiedade e estresse psicológico. A busca foi realizada no período de março a maio de 2026, em bases de dados eletrônicos, como Scielo, Google acadêmico e PubMed. Foram aplicados os operadores booleanos “e” e “ou” para combinação dos descritores e termos utilizados para rastreamento das publicações. Foram incluídos artigos publicados de 2018 a 2025, na língua portuguesa, que relacionassem a compreensão dos impactos da rotina acadêmica na saúde mental de estudantes de medicina, excluídos aqueles que não contemplavam os objetivos do estudo. Os resultados encontrados evidenciaram elevada frequência de sofrimento psíquico entre os acadêmicos, destacando-se sinais de depressão, ansiedade e estresse. Esses transtornos mostraram-se mais prevalentes estando relacionados a fatores como a intensa sobrecarga acadêmica, o ambiente competitivo, o isolamento social e a percepção negativa sobre a própria saúde e desempenho pessoal. Além disso, os estudos apontaram que a pressão constante vivenciada durante a graduação interfere diretamente na qualidade de vida dos estudantes, ocasionando alterações do sono, cansaço excessivo, redução da satisfação com o rendimento acadêmico e maior predisposição ao desenvolvimento da síndrome de burnout. Em situações mais graves, esse sofrimento pode contribuir para o abandono do curso, dificuldades nas relações interpessoais e até ideação suicida, evidenciando a relevância do tema no contexto da formação médica. Apesar dos impactos negativos identificados, alguns fatores de proteção foram mencionados como importantes para a redução do sofrimento mental. O apoio social, o acompanhamento psicológico, a prática de atividades extracurriculares, e o fortalecimento de vínculos interpessoais demonstraram contribuir positivamente para o bem-estar emocional dos estudantes. Dessa forma, torna-se fundamental que as instituições de ensino superior desenvolvam estratégias mais eficazes voltadas à promoção da saúde mental, oferecendo suporte psicológico, ações preventivas e ambientes acadêmicos mais acolhedores. Essas medidas podem favorecer não apenas o desempenho acadêmico, mas também a formação de profissionais mais saudáveis e preparados para os desafios da prática médica. Em suma conclui-se que a formação médica impacta negativamente a saúde mental dos estudantes, com alta prevalência de estresse, ansiedade, depressão, burnout e sobrecarga acadêmica. Apesar das limitações metodológicas dos estudos, reforça-se a necessidade de intervenções institucionais e de pesquisas futuras, especialmente longitudinais, para melhor compreensão e enfrentamento desses agravos.
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