Diego Gomes do Valle
O presente artigo analisa o conto “A pessoa deprimida”, presente no livro Breves entrevistas com homens hediondos (2005), de David Foster Wallace. Para a análise, lançaremos mão de um repertório teórico misto, a saber: da narratologia, Paul Ricoeur (2010), da teoria do discurso, Mikhail Bakhtin (2013) e na abordagem psicológica faremos alusões à logoterapia de Viktor Frankl (2008). Ademais, traremos comparações breves com o romance Graça infinita (2014), também de Wallace. Como resultados obtidos, apontamos que há uma relação intrínseca entre tempo, narrativa e sentido existencial, de maneira que essa será uma das chaves desenvolvidas no texto. Da mesma maneira, constata-se que a literatura produzida por Wallace é intensamente marcada pelas preocupações existenciais, o que afeta as escolhas técnicas na produção do conto em questão. Almeja-se, assim, que o conto “A pessoa deprimida” receba luzes diversas, que ampliam e diversificam a abordagem dessa simbólica narrativa.