Marcos Paulo Alves de Freitas, Jailton da Costa Gonçalves, Marcio Egypto Rosa
O presente artigo propõe uma leitura do paesismo como tecnologia de governança aplicável a democracias polarizadas, transcendendo a análise específica da gestão de Eduardo Paes (2021-2026) no Rio de Janeiro. Ancorado na produção acadêmica de Marcos Paulo Alves de Freitas (sete artigos publicados entre dezembro de 2025 e junho de 2026), o texto argumenta que o Rio funcionou como laboratório de uma racionalidade que articula eficiência administrativa, ambidestria política e produção simbólica. Em diálogo com Weber, Bourdieu, Mouffe, Hesse e Kuhn, o artigo posiciona o paesismo como categoria analítica autônoma, com potencial heurístico verificável, embora ainda em processo de consolidação. Eficiência e protagonismo constituem seus eixos centrais, mas enfrentam limites importantes de escalabilidade e institucionalização. A metodologia combina análise documental e genealogia conceitual.