Anndrea Caroliny da Costa Tavares
A sociedade amazônica do século XIX, forjada em grande medida pela exploração da borracha silvestre, foi, na realidade, sustentada por uma diversidade de relações socioprofissionais menos visíveis, que movimentavam a base da economia, sobretudo ao longo dos rios. Nesse sentido, o objetivo deste estudo é analisar o trabalho marítimo desempenhado por imigrantes portugueses entre os anos de 1882 e 1918, investigando as redes sociais constituídas por esses trabalhadores, as quais incluíam vínculos familiares, arranjos de moradia e práticas de auxílio mútuo que, frequentemente, transcendiam seus marcadores de origem.