Cristina Donza Cancela
O artigo analisa a imigração espanhola para a Amazônia Paraense, no período de 1896 a 1899, anos que correspondem ao início e ao fim da entrada desses imigrantes no âmbito da política de subsídio do governo local, voltada à contratação de famílias para trabalhar na lavoura, por negociantes particulares. Uma imigração direcionada para a formação de núcleos coloniais e desenvolvimento agrícola, ancorada no discurso racializado e colonial de valorização do imigrante europeu em detrimento da população nacional. O objetivo é discutir a imigração espanhola a partir do fluxo, razão de sexo, idade, casamento e trabalho em uma perspectiva de gênero, comparando-a com a imigração portuguesa, a fim de observar aproximações e diferenças entre os dois maiores fluxos migratórios europeus para o estado. O corpo documental principal da análise concentrou-se nas listas de embarque de passageiros nos navios, passaportes, registros civis de casamento e censos demográficos.