Rosemeire Rodrigues, Jitana Carla da Silva Oliveira, Luzinete Rezende da Incarnação, Claudia de Kassia Vendimiatti, Andreza Mendonça da Silva, Denise Maria Ferreira e Ferreira, Juliana Ferreira Nunes Romão, Irenilda Alves Ribeiro Rosa, LUCIENE DA SILVA LEITE GUEDES, Janaína Aparecida de Paula, Osani Maria de Souza, Anderson Marques dos Anjos, Renata Cellys Oliveira de Moraes Ferreira, Luiz Henrique Cardozo Batista
Os determinantes sociais da saúde condicionam a distribuição das necessidades e a capacidade de utilizar serviços, produzindo diferenças evitáveis entre grupos e territórios. Este artigo analisou como esses determinantes estruturam desigualdades no acesso aos serviços de saúde no Brasil e sintetizou implicações para políticas orientadas pela equidade. Realizou-se revisão integrativa, qualitativa e documental em SciELO, BVS/LILACS, PubMed/MEDLINE e portais institucionais, incluindo 50 publicações de 2021 a julho de 2026. Os achados foram organizados por análise temática. Identificaram-se gradientes relacionados à renda e escolaridade; persistência de inequidades raciais e de gênero; barreiras territoriais, de transporte e regionalização; obstáculos para pessoas com deficiência e população LGBTQIA+; desigualdades no acesso a medicamentos, atenção especializada e prevenção; e riscos de exclusão digital. O Sistema Único de Saúde exerce função redistributiva e reduz parte das diferenças, porém cobertura formal não assegura cuidado oportuno, contínuo e resolutivo. Conclui-se que a redução das iniquidades exige financiamento ajustado às necessidades, fortalecimento da atenção primária e das redes regionais, transporte sanitário, práticas antirracistas e inclusivas, acessibilidade, navegação do cuidado, inclusão digital e monitoramento de indicadores desagregados.