Micaela Martins de Almeida Lemes, Maria Clara Martins Hernandes, Antonio Spadaccini, Juliano Rodrigues Coimbra, Douglas Fernandes da Silva
INTRODUÇÃO: O Acidente Vascular Encefálico (AVE) constitui uma das principais causas de incapacidade funcional, podendo ocasionar déficits motores, cognitivos e sensoriais que comprometem a autonomia e a qualidade de vida. Nesse contexto, a neuroplasticidade representa um importante mecanismo de reorganização do sistema nervoso, sendo estimulada por intervenções terapêuticas capazes de favorecer a recuperação funcional. METODOLOGIA: Trata-se de uma revisão narrativa da literatura, realizada a partir da análise de artigos científicos publicados em bases de dados nacionais e internacionais, abordando a neuroplasticidade, o AVE e as atribuições da Enfermagem e da Fisioterapia no processo de reabilitação. RESULTADOS E DISCUSSÃO: As evidências demonstram que a reabilitação precoce, contínua e individualizada potencializa os mecanismos de neuroplasticidade e favorece a recuperação funcional. A Enfermagem contribui por meio do monitoramento clínico, prevenção de complicações, educação em saúde e incentivo ao autocuidado, enquanto a Fisioterapia atua na recuperação motora e funcional por meio de intervenções direcionadas ao fortalecimento muscular, equilíbrio, marcha e treinamento funcional. A atuação integrada desses profissionais promove uma assistência mais abrangente e qualifica o processo de reabilitação. CONSIDERAÇÕES FINAIS: A neuroplasticidade desempenha papel fundamental na recuperação pós-AVE, e sua estimulação depende de uma abordagem multiprofissional estruturada. A integração entre Enfermagem e Fisioterapia favorece a recuperação da funcionalidade, a prevenção de complicações e a melhoria da qualidade de vida, reforçando a importância de estratégias terapêuticas baseadas em evidências científicas.