Isabela Molinero De Paula, Gabriel Alves Quintino Guimarães, Geovanna Gonçalves Dias, Glaucia Oliveira Abreu Batista Meireles
O Acidente Vascular Cerebral (AVC) constitui uma das principais causas de incapacidade no mundo, ocasionando déficits motores, cognitivos e de linguagem que comprometem significativamente a funcionalidade e a qualidade de vida dos indivíduos. Nesse cenário, a plasticidade neural emerge como o principal mecanismo neurobiológico envolvido na recuperação pós-lesão; entretanto, a efetividade das intervenções terapêuticas voltadas à sua modulação ainda não está plenamente estabelecida na literatura científica. Objetivo: analisar os mecanismos de plasticidade neural na reabilitação pós-AVC e as intervenções terapêuticas baseadas em evidências associadas à recuperação funcional. Metodologia: revisão integrativa da literatura realizada nas bases PubMed, LILACS, SciELO e Biblioteca Virtual em Saúde (BVS), em maio de 2026, utilizando os descritores “Acidente Vascular Cerebral” e “Plasticidade Neuronal”, combinados pelo operador booleano AND. Foram incluídos estudos publicados entre 2009 e 2026, em português e inglês, totalizando cinco artigos após aplicação dos critérios de elegibilidade. Resultados: os achados evidenciaram que intervenções como exercício físico aeróbico, realidade virtual, interfaces cérebro-computador e terapia por ondas de choque promovem reorganização cortical e melhora funcional. Observou-se ainda a modulação de biomarcadores neurotróficos, especialmente BDNF, VEGF e IGF-1, associados à neurogênese, sinaptogênese e plasticidade sináptica. Conclusão: a estimulação direcionada da plasticidade neural, associada à incorporação de tecnologias inovadoras e à individualização das intervenções terapêuticas, constitui abordagem promissora para otimização dos desfechos clínicos na reabilitação pós-AVC.