Ueudison Alves Guimarães, Márcia Cristina da Costa, Maura José Barbosa, Eleusa Maria Costa Marra, Elisa Cláudia dos Santos Barbosa, Edjane Inácio Ferreira, Bruno Monteiro Gonçalves, Cristina Schreiner Duarte
Cenários educativos contemporâneos têm revelado uma tensão fértil entre práticas consolidadas e a incorporação de dispositivos inteligentes que reorganizam tempos, modos de interação e possibilidades de acompanhamento pedagógico. Em lugar de aderir a discursos de promessa tecnológica, torna-se necessário examinar como tais recursos dialogam com a dinâmica real das salas de aula, especialmente quando professores precisam articular sensibilidade didática e leitura crítica de informações geradas por sistemas automatizados. O objetivo orienta o percurso: analisar como a Inteligência Artificial pode fortalecer processos formativos quando associada a propostas pedagógicas capazes de interpretar nuances do cotidiano escolar. A pesquisa bibliográfica sustenta essa discussão ao reunir contribuições que investigam mediação digital, práticas de interpretação de dados e estratégias de personalização que respeitam ritmos individuais de aprendizagem. Os estudos consultados mostram que o uso de mecanismos inteligentes requer profissionais aptos a julgar quando seguir recomendações algorítmicas e quando reconfigurá-las em favor de trajetórias mais inclusivas. Embora plataformas digitais ofereçam análises rápidas, o risco de padronização excessiva exige postura vigilante e decisões fundamentadas em princípios ético-pedagógicos. Observa-se que instituições que integram esses recursos de modo planejado tendem a construir ambientes em que investigação docente, acompanhamento contínuo e leitura contextualizada se tornam elementos indissociáveis. Assim, a Inteligência Artificial atua como suporte estratégico, preservando a centralidade do educador na condução de experiências de aprendizagem mais sensíveis e rigorosas.