Jamile Garcia Silva, Beatriz Lima Ayres, EDINA KATRYNE QUINTAS MELO, Daniela Costa Carvalho, KAROL COSTA DE CARVALHO, Giovana Letícia da Costa Nonato, Laís Saviczki Pinho, Arthur de Oliveira Pinto Gama, M. Monteiro, CINDY DA SILVA DIAS LIMA, Raina Cristina Ferreira Bezerra, Ana Carolline Lopes Mileo, Norma Vitória da Silva Fialho, Simone Aguiar da Silva Figueira
Em todo o mundo, mulheres perdem a vida em consequência de complicações relacionadas à gravidez ou ao parto. No Brasil, a mortalidade materna representa um problema complexo de saúde pública que sofre influência de diversos fatores. Este estudo buscou descrever os determinantes sociais da saúde que influenciam mortes maternas no Brasil, a partir de uma revisão integrativa da literatura. Os dados foram coletados na Biblioteca Virtual em Saúde (BVS), PubMed e Scopus, considerando publicações entre 2020 e 2025. Após a aplicação dos critérios de inclusão, foram selecionados 28 artigos que constituíram a amostra final. A análise revelou uma forte associação entre a morte materna e os determinantes sociais da saúde. Observou-se maior risco materno entre mulheres negras e pardas, com baixa escolaridade e residentes da região Norte e Nordeste. As principais causas evitáveis de óbitos foram agravadas por falhas no acesso e na qualidade da assistência pré-natal. Concluiu-se que os fatores clínicos são acentuados pelos determinantes sociais, gerando fragilidade na qualidade da assistência à saúde materno-infantil. Evidencia-se a necessidade de articulação entre estratégias que promovam a equidade e fortaleçam a atenção pré-natal, com ações intersetoriais envolvendo profissionais da saúde e gestores públicos.