Luís M. Figueiredo Rodrigues, Luís M. Figueiredo Rodrigues, Alex Villas Boas, Alex Villas Boas, Alexandre Palma, Alexandre Palma, Fabiano Incerti, Fabiano Incerti, Camila Arêas, Carla Justina dos Santos Nunes, Darlan Aurélio de Aviz, Gemma Serrano, João Manuel Duque, Lucía Santaella, Kelly Kalynka Damasceno Cruz, Rocco Predoti, Tiago Neto, Antonio Spadaro
A reflexão sobre a ecologia digital emerge hoje como uma das tarefas epistemológicas, teológicas e culturais mais prementes no contexto da transição civilizacional provocada pela digitalização generalizada da vida humana. Este fenómeno não se limita à dimensão tecnológica: transforma radicalmente o modo como o ser humano habita o mundo, comunica, interpreta a realidade e se relaciona com os outros e consigo mesmo. Neste sentido, o Papa Francisco alerta, na encíclica Laudato Si’, para «as dinâmicas dos mass media e do mundo digital, que, quando se tornam omnipresentes, não favorecem o desenvolvimento duma capacidade de viver com sabedoria, pensar em profundidade, amar com generosidade» (§ 47). A ecologia digital, pensada a partir desta constatação, solicita uma abordagem que conjugue ética, antropologia, teologia e epistemologia numa perspetiva transdisciplinar.