Fabricio Vitorino Nascimento, Cynthia Rafaela Monteiro da Silva Maia
Introdução: Nos últimos anos, o vírus da dengue consolidou-se como um grave problema de saúde pública, sendo o arbovírus que mais frequentemente afeta os seres humanos. O vírus possui quatro sorotipos conhecidos (DENV-1 a DENV-4) e seu principal vetor é o mosquito Aedes aegypti, um inseto de hábitos diurnos e hematófagos, com preferência por ambientes urbanos e intradomiciliares. Atualmente, o controle do vetor baseia-se no uso de inseticidas químicos; no entanto, o uso contínuo desses produtos tem induzido resistência nas populações de mosquitos, além de causar danos à saúde humana e ao meio ambiente. Portanto, há uma necessidade crescente de buscar alternativas eficazes, ecologicamente corretas e de baixo impacto ambiental. Objetivo: Avaliar o potencial larvicida do óleo essencial de malvarisco (Plectranthus amboinicus (Lour.) Spreng) contra larvas do mosquito Aedes aegypti. Metodologia: O estudo envolveu, inicialmente, a extração do óleo essencial de malvarisco. Para os testes in vitro, utilizaram-se ovos selecionados de Aedes aegypti (fornecidos pelo laboratório de entomologia do INPA). Após a eclosão e o desenvolvimento larval até os estádios L1 a L4, as larvas foram distribuídas em placas de cultura de 6 poços, contendo 10 larvas por poço, em triplicata. O grupo experimental recebeu 5 mL de óleo essencial de malvarisco nas concentrações de 20, 40, 80, 100, 160, 180, 200 e 240 ppm. Água destilada e água com Tween 80 a 0,01% foram utilizadas como grupos controle. Resultados: Os testes confirmaram a eficácia do óleo essencial de malvarisco, que promoveu a mortalidade larval total em um período de até 2 horas. Conclusão: O óleo essencial de malvarisco mostrou-se um produto promissor e uma alternativa viável para o controle de larvas de Aedes aegypti. Apesar da escassez de literatura científica detalhada sobre as propriedades da planta — comumente restritas ao uso medicinal tradicional na Índia e na China para infecções respiratórias —, este trabalho destaca a importância de comprovar cientificamente sua eficácia também como larvicida.