José Bunga Menga, Casimiro Paulo João Mezonda, Paulo Alexandrino Luanda Dambuca
A fragmentação da paisagem compromete a fitodiversidade e a regeneração natural nas florestas tropicais, afectando a composição, a estrutura e a dinâmica destes ecossistemas. Este estudo analisou as evidências científicas sobre os efeitos da fragmentação da paisagem na fitodiversidade e na regeneração natural, bem como as suas implicações para a conservação da flora. Foi realizada uma revisão integrativa da literatura, de natureza qualitativa, a partir de estudos científicos publicados sobre o tema. A síntese das evidências mostrou que a redução e o isolamento dos fragmentos florestais diminuem a riqueza e a diversidade de espécies vegetais, alteram a composição florística e comprometem processos ecológicos como a dispersão de sementes, o estabelecimento de plântulas e a sucessão florestal. A magnitude destes efeitos varia com a dimensão e o grau de isolamento dos fragmentos, a qualidade da matriz envolvente e as condições ambientais locais. Estes resultados evidenciam que a manutenção da conectividade da paisagem, a restauração ecológica e a conservação dos remanescentes florestais são determinantes para conservar a fitodiversidade, favorecer a regeneração natural e aumentar a resiliência das florestas tropicais.