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◆ Revista Multidisciplinar do Nordeste Mineiro2026-04-16· Flora (microbiology)

AVALIAÇÃO DO DIAGNÓSTICO AMBIENTAL DA FLORA EM ESTUDOS DE IMPACTO AMBIENTAL E RELATÓRIOS DE IMPACTO AMBIENTAL

Matheus Tosta Camillo, Kauã Lucas Vieira Lopes, Gustavo Moreira Silva, Fabíola de Sampaio Rodrigues Grazinoli Garrido, Ângela Alves de Almeida, Sady Júnior Martins da Costa de Menezes, Fábio Souto Almeida

原始摘要(英文原文)· Original abstract
Os diagnósticos ambientais de Estudos de Impacto Ambiental (EIA) e Relatórios de Impacto Ambiental (RIMA) incluem o recolhimento de informações sobre a flora local. Porém, levantamentos de dados imprecisos ou incompletos podem impossibilitar que impactos negativos sobre a flora sejam previstos e, consequentemente, o EIA/RIMA não indicará medidas apropriadas para conter tais adversidades. Assim, este trabalho teve como objetivo estudar o levantamento de informações sobre espécies vegetais em EIAs e RIMAs utilizados no licenciamento de empreendimentos no Estado do Rio de Janeiro. Dados foram obtidos de 12 EIAs e 3 RIMAs. Constatou-se ocorrência de áreas antropizadas nas zonas de influência dos empreendimentos, embora também tenham sido registrados habitats naturais de elevada riqueza florística. Todos os EIA/RIMAs apresentaram informações sobre espécies arbóreas e, parte considerável, também apresentaram levantamentos de informações sobre plantas do estrato herbáceo e arbustivo, seguido das epífitas em menor incidência. O grupo das briófitas não foi avaliado na maioria dos EIAs/RIMAs. Observa-se, também, que a indicação da presença de espécies ameaçadas de extinção em estudos ambientais ocorre, em maior frequência, citando espécies do estrato arbóreo, seguido de espécies herbáceas e arbustivas, lianas, cipós e/ou trepadeiras, epífitas e, sem citação de espécie ameaçada, o grupo das briófitas. Foi possível notar uma discrepância entre alguns dos estudos em relação ao volume de resultados apresentados e a complexidade das análises realizadas. Alguns estudos não detalharam métodos de coleta. Tal como, constatou-se que a utilização de dados secundários (uso de literatura) é bastante frequente (60% dos estudos), assim como a delimitação de parcelas amostrais (66,7%). Sugere-se a criação de normas que obriguem que os novos EIA/RIMAs abordem os mais variados grupos da flora e que apresentem claramente os procedimentos metodológicos utilizados para a coleta e análise dos dados do diagnóstico ambiental.
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