Leonardo Lopes de Rezende
O acolhimento representa um dos pilares da assistência humanizada em saúde e constitui uma prática indispensável na enfermagem, principalmente quando direcionada ao paciente pediátrico oncológico. Crianças em tratamento contra o câncer são submetidas a inúmeros procedimentos invasivos, entre eles a coleta sanguínea, considerada uma experiência potencialmente dolorosa e geradora de medo, ansiedade e sofrimento. Nesse contexto, o enfermeiro e sua equipe desempenham papel fundamental na redução dos impactos emocionais decorrentes desse procedimento, utilizando estratégias de comunicação, escuta qualificada, vínculo terapêutico e técnicas que promovam conforto físico e psicológico. O presente estudo tem como objetivo analisar a importância do acolhimento da equipe de enfermagem ao paciente pediátrico oncológico durante a coleta sanguínea, destacando os benefícios da assistência humanizada para a criança e seus familiares. Trata-se de uma revisão narrativa da literatura, fundamentada em publicações científicas, livros, diretrizes do Ministério da Saúde e documentos do Conselho Federal de Enfermagem. Os estudos demonstram que o acolhimento reduz a ansiedade, favorece a cooperação da criança, fortalece a confiança entre profissionais e familiares, melhora a qualidade da assistência e contribui para a segurança do paciente. Conclui-se que a humanização da assistência durante a coleta sanguínea deve ser compreendida como uma competência técnica, ética e relacional da equipe de enfermagem, promovendo cuidado integral e respeito às necessidades da criança e de sua família.