Aisllan Diego de Assis
O presente artigo aborda a tríade indissociável entre Saúde Coletiva, o Sistema Único de Saúde (SUS) e a Sustentabilidade, defendendo conexões urgentes e necessárias para a construção de territórios saudáveis e sustentáveis (TSS). O objetivo central é fornecer material didático e de intervenção para estudantes, pesquisadores e comunidades, elucidando como o direito à saúde e a proteção ambiental se interligam no Brasil. A metodologia baseia-se em análise crítico-reflexiva, construída a partir da experiência docente, extensão universitária e pesquisa-intervenção no âmbito da Escola de Medicina e do Mestrado Profissional em Sustentabilidade da Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP). São discutidos os desafios impostos pelas crises sanitárias, mudanças climáticas, iniquidades sociais e fragilidades de financiamento do SUS, destacando-se como os TSS e a abordagem de "Saúde Única" (One Health) formam elos fundamentais entre saúde e sustentabilidade. Conclui-se que a sustentação da vida digna e a construção de territórios saudáveis dependem do fortalecimento e financiamento do SUS como plataforma de soberania nacional, além da articulação da Saúde Coletiva com movimentos sociais e práticas de sustentabilidade socioambiental. Tais elementos são cruciais para a valorização e defesa intransigente do direito constitucional à saúde e da preservação da vida no cenário brasileiro contemporâneo.