Daniel Joppert, Sara Lúcia Silveira de Menezes, Bernardo Brutt Joppert, Marília Salete Tavares, Fernanda de Moraes Brum, Emanuel Davi Farias Ribeiro, Fernando Silva Dos Santos, Paulo Henrique de Moura, Adalgiza Mafra Moreno
Introdução: Diante da tendência mundial de envelhecimento populacional e seu impacto no declínio funcional, o Teste de Marcha Estacionária de Dois Minutos (TME2M) surge como uma ferramenta válida e prática para avaliar a aptidão física de idosas. Objetivo: Comparar o desempenho funcional e a resposta cardiorrespiratória e metabólica, induzidas pelo TME2M, entre idosas sedentárias e ativas em um programa público de atividade física. Material e Método: Estudo transversal com 60 mulheres (60-80 anos), divididas em Grupo Ativo (GA; n=30, praticantes regulares de atividade física) e Grupo Controle (GC; n=30, sedentárias), sem limitações funcionais. Foram avaliados parâmetros antropométricos e fisiológicos em repouso, durante e pós-exercício. A resposta cardiorrespiratória e o consumo de oxigênio (VO2) foram monitorados com analisador de gases VO2000 durante o TME2M e na recuperação pós-exercício. Resultados: Em repouso, o GA apresentou ventilação minuto (VE) significativamente menor (p=0,016) que o GC. Durante o TME2M, o GA superou o GC em todos os parâmetros de desempenho: 24% mais elevações (92,6 vs. 74,7; p<0,001); VO₂ 30% superior (12,65 vs. 9,70 mlO₂/kg/min; p<0,001); e menor percepção subjetiva de esforço (4,4 vs. 5,7; p=0,012). Na recuperação, o GA obteve recuperação do VO₂ mais rápida (-68,5% vs. -62,5%; p=0,002). Usando dados de composição corporal obtidos por bioimpedância, foi possível criar equações que explicam 79% das variações no VO₂ e 73% das variações no TME2M. Conclusão: Idosas fisicamente ativas apresentam melhor desempenho funcional e metabólico quando comparadas com idosas sedentárias. A atividade física regular amplia a capacidade funcional de pessoas idosas, com menor custo fisiológico, o que reforça a necessidade de programas públicos para o envelhecimento ativo.