Veronica Ahimaras Villalba, Aládio Zanchet
Este estudo busca compreender como os Pilares Institucionais influenciam as práticas de sustentabilidade Ambiental, Social e de Governança Corporativa (ESG) em 20 empresas de capital aberto, do Brasil e da Espanha. Para tanto, utilizou-se uma abordagem documental de natureza explicativa. A partir da Análise de Conteúdo, foram analisados 37 relatórios publicados em 2022 em ambos os países, sendo criadas categorias com base em autores e diretrizes de referência. Em seguida, analisou-se de que maneira os Pilares Institucionais (Regulatórios, Normativos e Culturais-Cognitivos) moldam as estratégias de ESG adotadas. A pesquisa oferece evidências empíricas sobre sustentabilidade organizacional em contextos específicos. A comparação das práticas de ESG entre o Brasil e a Espanha identifica áreas de convergência e divergência, gerando informações relevantes para políticas de sustentabilidade e estratégias corporativas. Na dimensão Ambiental, as empresas brasileiras centram-se na preservação da natureza, enquanto as espanholas na redução de emissões de gases de efeito estufa, em conformidade com regulamentações da União Europeia. O Pilar Regulatório desempenha um papel central, com o Brasil protegendo áreas críticas, como a Amazônia, por pressões nacionais e internacionais Na dimensão Social, as empresas brasileiras investem na comunidade e igualdade, que decorre da acentuada desigualdade e da cultura coletivista presente. Em contrapartida, as empresas espanholas priorizam saúde e bem-estar, refletindo o contexto socioeconômico do país. O Pilar Cultural-Cognitivo da Espanha promoveu a inclusão de grupos marginalizados. No contexto de Governança Corporativa, as empresas brasileiras concentram-se em comportamento e composição do conselho, enfatizando políticas de anticorrupção. A corrupção histórica e a percepção negativa associada a ela criaram um ambiente institucional marcado por uma demanda por maior transparência e integridade. Já as espanholas priorizam a supervisão de riscos e envolvimento de partes interessadas. A qualidade da governança é influenciada por regulamentações que protegem direitos das partes envolvidas, revelando a estabilidade institucional da União Europeia.