Zildenice Matias Guedes Maia, J. G. B. Galvão, Ana Paula Coelho Costa De Souza, Pablo Einstein Batista, Vinícius Claudino De Sá, Enaira Liany Bezerra Dos Santos
O artigo apresenta a experiência da Praça da Ciência Jacqueline Goes de Jesus – Ecofuturo e Agenda 2030, implantada no IFRN Campus Ipanguaçu/RN, como espaço de educação formal e não-formal voltado à popularização da ciência, promoção da Educação Ambiental e fortalecimento da Agenda 2030. A pesquisa discute a importância da ciência cidadã e dos espaços educativos interativos para a sensibilização socioambiental, especialmente no contexto do semiárido nordestino. O estudo destaca o papel das praças da ciência como instrumentos de democratização do conhecimento científico, integração entre ciência, tecnologia e sociedade, além da contribuição para o desenvolvimento sustentável. A proposta da praça foi financiada pela Chamada Pública MCTI/FINEP/FNDCT/Ct-Verde Amarelo – Programa Praças da Ciência, sendo executada entre 2023 e 2025. O trabalho apresenta os fundamentos teóricos e metodológicos da proposta, o alinhamento com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), especialmente os ODS 3, 4 e 11, e descreve o processo de projeto, construção e execução da praça. Entre os elementos implantados destacam-se o Pátio do Mundo Microscópico, a escultura do mosquito Aedes aegypti, a Farmácia Viva, o sistema de reúso de água e os espaços de oficinas pedagógicas. Também são apresentadas ações de divulgação científica e atividades de Educação Ambiental realizadas junto às escolas da região e à comunidade externa. A Praça da Ciência se constitui como um importante instrumento de formação cidadã, valorização da ciência e promoção de práticas sustentáveis, fortalecendo a relação entre educação, território e sustentabilidade no semiárido potiguar.