Flavio Maracajá, Airton Pereira da Silva Leão, Carlos Eduardo Do Nascimento, Jailana Souza Saraiva, Gustavo Souza De Melo, Ana Edith Farias Lima, Bruna Lívia Timbó de Araújo Balthazar, José Leonardo Libório Alves, Wagner Fonseca Souza
A crescente disseminação de sistemas de inteligência artificial (artificial intelligence) nos processos decisórios organizacionais e institucionais coloca em relevo tensões entre eficiência tecnológica e proteção de direitos fundamentais. Este estudo analisa os desafios éticos e gerenciais associados à tomada de decisão algorítmica no contexto brasileiro, justificando-se pela lacuna identificada na literatura nacional quanto à articulação entre accountability, viés algorítmico e governança organizacional. A metodologia adota uma abordagem exploratória bibliográfica, sustentada por pesquisa narrativa sistematizada da literatura e análise documental de publicações científicas periódicas brasileiras revisadas por pares, com recorte temporal entre 2020 e 2026. Os resultados indicam que os principais desafios se organizam em torno da opacidade dos algoritmos, da reprodução de discriminações estruturais e da indefinição de responsabilidades entre organizações e sistemas automatizados. Conclui-se que a governança efetiva da IA requer modelos integrados que articulem transparência, responsabilização e supervisão humana, superando tanto as limitações dos marcos normativos vigentes quanto as resistências culturais presentes nas organizações. O estudo contribui para o avanço do campo ao consolidar uma análise crítica e interdisciplinar do fenômeno no Brasil.