Lívio Amaral Bastos, Lauanny da Silva Alves, Layanne Cavalcante de Moura
O uso de psicofármacos entre idosos na Atenção Primária à Saúde tem se mostrado crescente e associado a diversos fatores clínicos e sociodemográficos. O estudo teve como objetivo analisar, na literatura científica, o perfil farmacológico e sociodemográfico de idosos em uso de psicofármacos nesse contexto. Trata-se de uma revisão integrativa, de abordagem qualitativa, conduzida conforme as recomendações do protocolo PRISMA. A busca foi realizada nas bases de dados PubMed, LILACS, SciELO e Periódicos CAPES, considerando publicações entre 2021 e 2026, com uso de descritores controlados e operadores booleanos. Foram incluídos 14 estudos que atenderam aos critérios de elegibilidade. Os resultados evidenciaram elevada prevalência do uso de psicofármacos entre idosos, com predominância de antidepressivos e benzodiazepínicos, frequentemente associados à polifarmácia, multimorbidade e uso prolongado. Observou-se maior consumo entre mulheres, idosos mais longevos e indivíduos com condições crônicas, além da influência de fatores contextuais, como a pandemia de COVID-19, no aumento das prescrições. Identificaram-se também fragilidades no uso racional desses medicamentos, incluindo a presença de fármacos potencialmente inapropriados. Conclui-se que o uso de psicofármacos em idosos na Atenção Primária à Saúde é multifatorial e requer acompanhamento contínuo, qualificação das práticas profissionais e estratégias que promovam maior segurança e racionalidade na farmacoterapia.