Rafaela Natário Pontes, André Oliveira de Sobral, Maria Clara Morais, M. R. Soares, José Rodrigues Laureano Filho, Adriana Conrado de Almeida
Objetivos: Comparar o desempenho de diferentes instrumentos de coleta de impressões digitais aplicados a recém-nascidos, observando a qualidade das imagens em ambiente hospitalar. Métodos: Trata-se de um estudo de abordagem quantitativa e qualitativa, com delineamento experimental e transversal, com 30 recém-nascidos que tiveram suas impressões digitais coletadas por 3 instrumentos diferentes em uma maternidade pública de Recife . Utilizaram-se a expertise de 50 Peritos papiloscopistas por meio de um questionário com escala likert para analisar as imagens geradas pelos instrumentos. Para análise estatística, foram utilizados o método Kappa de Fleiss (p<0,05) e software SPSS. Resultados: Na análise comparativa entre os três instrumentos de imagem aplicados à amostra (n = 30 recém-nascidos), observou-se uma disparidade acentuada na qualidade do diagnóstico. O Instrumento 3 apresentou desempenho superior, alcançando um índice de 90% (n = 27) de imagens com qualidade satisfatória. Em contrapartida, os Instrumentos 1 e 2 apresentaram convergência absoluta (100% de unanimidade), falhando em fornecer imagens com o padrão mínimo de qualidade exigido em todos os recém-nascidos avaliados. Conclusão: A implementação do Instrumento 3 na rotina da maternidade pública é altamente recomendável, pois une qualidade diagnóstica e praticabilidade. Este avanço representa um passo crucial para a modernização da identificação neonatal, assegurando a proteção jurídica do recém-nascido e otimizando o fluxo de trabalho institucional de forma segura e replicável.