Leticia Penna, Maria Fernanda Costa Oliveira Gomes, Natália Coelho Cavalcante, Natália Góes de Carvalho Lourenço, Luciano de Oliveira Souza Tourinho
Este estudo teve como objetivo analisar os principais agentes etiológicos associados às infecções relacionadas à assistência à saúde (IRAS), bem como suas complicações clínicas e desfechos hospitalares, a partir da literatura científica recente. Trata-se de uma revisão integrativa, de abordagem qualitativa, realizada nas bases de dados SciELO e LILACS, incluindo estudos publicados entre 2020 e 2024, disponíveis na íntegra nos idiomas português, inglês e espanhol. A análise evidenciou predominância de microrganismos multirresistentes, com destaque para Staphylococcus aureus, Klebsiella pneumoniae, Acinetobacter baumannii, Pseudomonas aeruginosa e Escherichia coli. Entre os principais fatores associados às IRAS destacaram-se o uso de dispositivos invasivos, a permanência em unidades de terapia intensiva e falhas na adesão às medidas de biossegurança. As complicações mais frequentes incluíram sepse, disfunção orgânica múltipla, aumento da mortalidade hospitalar, prolongamento do tempo de internação e maior risco de reinternação. Observou-se que as infecções hospitalares constituem um fenômeno multifatorial, resultante da interação entre condições clínicas do paciente, características dos microrganismos e organização dos serviços de saúde. Conclui-se que o fortalecimento da vigilância epidemiológica, o uso racional de antimicrobianos e a adesão rigorosa às estratégias de prevenção são fundamentais para reduzir a incidência das IRAS e melhorar os desfechos assistenciais.