Vitória Montenegro Silva, Letícia Ramos de Sousa, Gabriel Nelson Rolim Remigio, JOÃO PEDRO BORGES DA COSTA AMARAL HENRIQUES, Rodrigo Ramalho Rodrigues, Cristina Wide Pissetti
Objetivo: Delinear o perfil epidemiológico de puérperas e neonatos nascidos por cesariana em um hospital universitário. Métodos: Estudo observacional e retrospectivo com dados obtidos nos prontuários de 342 mulheres submetidas à cesariana, em um hospital universitário da Região Nordeste brasileira. Os prontuários incluídos referem-se ao período de janeiro de 2019 a dezembro de 2020. Realizou-se uma estatística descritiva para a análise dos dados. Resultados: A maioria da amostra foi composta por mulheres pardas (61,10%), com mediana de idade de 27 anos, Índice de Massa Corporal médio de 30,38 e multíparas (57,30%). Além disso, observou-se que 57,30% das mulheres possuíam Ensino Médio completo e 33,60% estavam em união estável. A maioria das cesáreas (45,90%) foi realizada antes do início do trabalho de parto. Em relação ao perfil do recém-nascido, 88,90% apresentaram o Apgar de primeiro minuto ótimo, 82,00% tiveram o contato pele a pele e 39,20%% foram amamentados na primeira hora. Por fim, foi observado que 64,80% tiveram peso ao nascer adequado. Conclusão: Os achados indicam que, embora os recém-nascidos de mulheres submetidas à cesariana apresentem bons indicadores neonatais, como adequado peso ao nascer e escores de Apgar satisfatórios, persistem fragilidades importantes na assistência, evidenciadas pela baixa adesão à amamentação precoce e pela execução não universalizada do contato pele a pele. Esses resultados reforçam a necessidade de estratégias assistenciais voltadas à humanização do parto e à promoção de práticas neonatais alinhadas às diretrizes da Organização Mundial de Saúde. Esses achados reforçam a necessidade de estratégias para reduzir cesáreas desnecessárias, promover o parto vaginal e fortalecer intervenções, como o contato pele a pele imediato e o incentivo ao aleitamento materno precoce, mesmo em cenários de alto risco.