Lucas Sampaio Lopes, Eder Carlos Lopes Coimbra, Alisson Carraro Borges
Avaliaram-se no presente estudo novos sistemas naturais descentralizados, denominados DIET 1 e 2, em 3 fases de 90 dias cada, sob vazões de 450, 600 e 900 L d⁻¹. O afluente apresentou baixa a média DBO (85–103 mg L⁻¹), face à sedimentação prévia e características da população. O monitoramento do desempenho incluiu pH, sólidos, oxigênio dissolvido, DBO, DQO, nutrientes, coliformes e custos de construção. Na fase II, os sistemas DIET 1 e 2 removeram, respectivamente, 80 % e 70 % da DQO, eficiências essas diminuídas na fase III, explicadas pela vazão mais elevada e pelo menor TRH. A remoção de nitrogênio amoniacal mostrou-se modesta, o que implica limitações para o atendimento de legislações. Ademais, devido à redução de Escherichia coli e coliformes de apenas 1 log, o efluente tratado não é seguro para reutilização direta e requer pós-desinfecção. No entanto, dados os aspectos positivos, os sistemas podem ser recomendados para regiões com limitada infraestrutura sanitária.