L. M. de R. Belufi, C. V. Godoy, Ivani de Oliveira Negrão Lopes, M. C. Meyer, C. M. Utiamada, H. D. Campos, A. Tomen, Denis Tomás Ramos, D. S. M. Wruck, E. N. Moreira, Eliezer Antonio Gheno, Elvis Josefer Constantino, Fabiano Victor Siqueri, Gislaine de Oliveira Tavares, Isaías Severino Cacique, I. P. Araújo, Jairo dos Santos, Luiz Marcel Martins Rodrigues Gomes, Luís Antônio De Sousa Lima, D. Sichocki, Vanessa Brenda Souza Chaves, Ana Cristina Sales Monteiro, Hugo de Almeida Dan, Márcio Marcos Goussain Júnior, Meyriele Pires de Camargo, Mônica Anghinoni Müller, Victor Biazzotto Correia Porto, Rafael Galbieri, Solange Maria Bonaldo
Experimentos conduzidos desde a safra 2022/2023 em instituições de pesquisa de Mato Grosso e Rondônia avaliaram os períodos mais importantes do ciclo da soja para aplicação de fungicidas no controle da podridão de vagens e grãos. Os fungicidas foram selecionados com base em ensaios de eficácia, e os protocolos experimentais foram ajustados ao longo das safras. Os estudos utilizaram delineamento em blocos ao acaso, com quatro repetições, variando-se o momento e o número de aplicações dos fungicidas mais eficientes. Os resultados indicaram que o intervalo entre 34 e 62 dias após a emergência (DAE) é o período mais crítico para a proteção da cultura, proporcionando maior redução da incidência da doença. Em contrapartida, aplicações isoladas realizadas precocemente (20 DAE) ou tardiamente (62 DAE) apresentaram menor eficiência. Também foi observado que a rotação de fungicidas sem inibidores da succinato desidrogenase (ISDH; carboxamidas), utilizando produtos eficazes contra a podridão, apresentou desempenho semelhante ao de programas sequenciais contendo ISDH. Além da podridão de vagens e grãos, foram registradas mancha-alvo e crestamento foliar de Cercospora em todos os experimentos, evidenciando a necessidade de programas de manejo que considerem o complexo de doenças presente nas áreas de cultivo.