C. Rizzo, Filipe Moreira Gomides Sardinha Carvalhedo, Gustavo Henrique de Oliveira Carmo Borges, Gustavo Henrique Lopes, Lara Di Almeida Melo, Victoria de Oliveira Carmo Borges
Objetivo: O tratamento de feridas crônicas representa um desafio significativo para a saúde pública, uma vez que essas lesões falham em seguir o processo natural de cicatrização, evoluindo com infecção, hipóxia e alterações moleculares que perpetuam o estado inflamatório. Dessa forma, o estudo objetivou analisar as evidências científicas sobre a eficácia da ozonioterapia no processo de cicatrização de lesões cutâneas crônicas e elucidar seus mecanismos de ação. Para isso, foi conduzida uma revisão integrativa da literatura nas bases de dados PubMed, Biblioteca Virtual em Saúde (BVS) e LILACS. Sete estudos publicados entre 2022 e 2025 compuseram a amostra final. Os resultados demonstraram que a ozonioterapia atua por meio de mecanismos antimicrobianos, imunomoduladores, antioxidantes e angiogênicos, com a ativação da via NRF2 e a inibição de NF-κB identificadas como centrais para a redução de citocinas pró-inflamatórias e a promoção de um ambiente celular favorável. O uso sinérgico com antibióticos mostrou-se eficaz contra biofilmes, e a combinação com scaffolds e células-tronco mesenquimais potencializou a regeneração tecidual. Clinicamente, a terapia associou-se a melhor controle glicêmico, redução da área da ferida e menor taxa de amputação. Por fim, conclui-se que a ozonioterapia é uma estratégia complementar promissora, porém, há ainda uma escassez de ensaios clínicos robustos e protocolos padronizados.