João Eduardo Schossler
Estudos sobre atropelamento de animais silvestres em rodovias podem revelar aspectos da dinâmica sazonal e do padrão de deslocamento das espécies, além de ajudar a estabelecer áreas de preservação ambiental devido a ação bioindicadora das espécies. Esta pesquisa identificou animais silvestres atropelados, registrando sua localização geográfica em um trecho da BR 287 partindo de Santa Maria até Agudo, passando por Restinga Seca, retornando pela RS 348, passando então por Dona Francisca, Faxinal do Soturno, São João do Polêsine., retornando a Santa Maria, novamente pela BR 287, totalizando 100km. A localização dos acidentes foi associada com o uso e cobertura do solo da região pesquisada, sendo utilizadas imagens do satélite Landsat (EPSG: 32622 – WGS 84/ UTM zone 22S. Os atropelamentos da fauna silvestre, encontrada morta, foram registrados quinzenalmente, durante o período de três meses, entre janeiro e março de 2024. Sempre que um animal morto era avistado na pista ou no acostamento, era feito o registro fotográfico do referido atropelamento, com câmera do celular e, simultaneamente, a marcação do ponto geográfico através do aplicativo Google Earth, também no celular. Utilizou-se a estimativa de densidade Kernel com área de influência de 300m de largura da banda para identificar os pontos mais intensos. Foi possível concluir que mamíferos são os animais mais frequentemente envolvidos em acidentes do tipo atropelamento com óbito, no trecho rodoviário estudado, dentre estes destacam-se os gambás, em número maior, mas também o cachorro do mato, por ser animal potencialmente ameaçado, três locais de atropelamento destacaram-se na RS 348, curva várzea do Agudo (-29,65 -53,30), Dona Francisca (-29,61 -53,40) e Restinga Seca (-29,70 -53,50) em frente as Termas Romanas. Percebe-se a quase totalidade dos atropelamentos ocorridos no contorno da área de florestas dos morros da região. Recomenda-se a sinalização dos três locais identificados com placas de alerta ao trânsito de animais e risco de acidentes, bem como a necessidade de políticas públicas de educação ambiental