Felype Rocha de Araujo, Ana Beatriz da Silva, Nathália Garlich, Claudinei da Cruz
As plantas aquáticas representam problema ambiental no Brasil e no mundo, contribuindo com aumento das perdas dos usos múltiplos da água, desde a captação de água até a geração de energia elétrica. Assim, o objetivo deste estudo foi determinar a eficácia do diquat no controle das plantas aquáticas submersas (Egeria najas e Najas guadalupensis) e avaliar a dinâmica de degradação da matéria vegetal morta nos indicadores físico-químicos, biológicos, processos de uso de oxigênio e de nutrientes de água, em condição de reservatório. Para tanto, foram realizadas 5 aplicações do herbicida em março (verão), abril (outono), maio (outono), junho (inverno) e setembro (primavera) e o reservatório foi subdividido em três áreas região inicial (I), média (M) e final (F). O diquat apresentou excelente eficácia com controle de 95,0% das plantas aquáticas submersas e não alterou o padrão de sólidos totais, pH, nitrogênio total da água do reservatório e promoveu aumentou da concentração de oxigênio dissolvido e de clorofila a (indicativo de eficácia herbicida), demanda química de oxigênio e demanda bioquímica de oxigênio (DBO), sólidos suspensos totais (SST), sólidos totais (indicativo aumento da disponibilidade de matéria orgânica) e turbidez. O diquat apresenta excelente controle das duas espécies das plantas aquáticas submersas e os indicadores ambientais demonstram que o controle das plantas causa, de forma transitória, na fase de degradação da matéria orgânica morta, entretanto após o efetivo controle das plantas, ocorre melhora dos indicadores de qualidade de água do reservatório, o que contribui com aumento das possibilidades de seus usos múltiplos.